terça-feira, 13 de outubro de 2009

NOSSA SENHORA ACHIROPITA


Nossa Senhora da Abadia




Nossa Senhora da Abadia é também conhecida pelo titulo de Santa Maria do Bouro, pois é originária do convento do Bouro, próximo à cidade de Braga, em Portugal. Segundo a lenda, a imagem de Nossa Senhora da Abadia é muito antiga, tendo pertencido a um recolhimento religioso conhecido por Mosteiro das Montanhas, que existia naquelas paragens por volta do ano 883. Quando os sarracenos invadiram a Península Ibérica, os monges fugiram, escondendo a imagem da Virgem Maria. Os séculos passaram. No tempo do Conde D. Henrique, um antigo fidalgo da corte, Pelágio Amado, fugindo aos faustos desse mundo, retirou-se para a ermida de São Miguel, a pouca distância de Braga, onde foi viver com um velho ermitão que ali morava há muitos anos. Certa noite, avistaram uma grande claridade que vinha do centro de um vale próximo e como este fato se repetisse na noite seguinte, ficaram os dois vigiando e ao amanhecer foram verificar a origem daquela estranha luz. Encontraram escondida entre os penedos uma imagem de Nossa Senhora e, cheios de alegria à vista daquele tesouro, os eremitas se prostraram, agradecendo a Deus por tão singular favor. Mudaram a sua morada para aquele sitio e ali edificaram uma pequena ermida, onde colocaram a imagem da Santa." Teve noticia da descoberta o arcebispo de Braga e foi pessoalmente visitar os ermitães. Verificando a pobreza em que viviam, mandou construir uma igreja de pedra lavrada digna de abrigar a Mãe de Deus. Aos poucos, vários monges se uniram aos dois santos homens e a fama dos milagres de Nossa Senhora da Abadia se espalhou pela terra portuguesa, a ponto de o rei D. Afonso Henriques ter ido especialmente visitar o santuário, onde deixou uma boa esmola para o culto divino e as necessidades daqueles servos de Deus. Após a descoberta do Novo Mundo, a pequena imagem de Nossa Senhora da Abadia atravessou o oceano no surrão de algum devoto bracarense e foi instalar seu culto nos chapadões do Triângulo Mineiro, onde várias cidades a tomaram por Padroeira. Passou depois para Goiás, localizando-se principalmente em Muquém e na antiga capital da província, a Vila Boa, que conserva ainda sua bela matriz, edificada no século XVIII. Atualmente uma das localidades mais famosas pelas romarias é a de Nossa Senhora da Abadia da Água Suja, antigo centro de garimpagem de diamantes. O Santuário da Virgem do Bouro nesse rincão das Alterosas atrai todos os anos no dia 15 de agosto um grande número de devotos e a procissão é célebre pelo pitoresco das promessas. Aqui um peregrino anda vergado sob o peso de enorme pedra, outro carrega um aleijado nos ombros e vêem-se ainda homens sem camisa levando velas ou vasilhas de água na cabeça; outros açoitam-se ou fingem açoitar-se durante o cortejo noturno. Tudo isso em agradecimento às graças alcançadas por intermédio de Nossa Senhora da Abadia. Na progressista cidade de Uberaba é também grande a devoção a Santa Maria da Abadia do Bouro. Sua igreja, construída em fins do século passado após muita insistência junco às Autoridades Eclesiásticas, teve inicio com solene missa oficiada pelo vigário e acompanhada pela banda de música união uberabense. Junto ao templo havia uma cisterna cuja água era considerada milagrosa pelo povo, a ponto de virem pessoas de longe em busca do precioso líquido. Houve entretanto vários abusos e um dia, inexplicavelmente, a cisterna secou. Iniciada a edificação da igreja, foi mandada vir do Rio de Janeiro uma bonita imagem de Nossa Senhora da Abadia, que permaneceu na Matriz de Uberaba até a inauguração do templo em 1884. A afluência de fiéis era tão grande, que foi necessário aumentar o recinto nos dias de festa com toldos cobertos de folhas de palmeiras, para que o povo tivesse um abrigo durante as cerimônias religiosas. Posteriormente a igreja da Abadia foi ampliada e reformada. A festa de 15 de agosto tornou-se a mais popular e concorrida da redondeza e o uberabense, por mais longe que esteja, ao aproximar-se a grande data, volta á sua terra para matar as saudades e para render culto a Nossa Senhora da Abadia.
Oração a Nossa Senhora da AbadiaSenhora, mãe de Deus, que no cenáculo, após a ascensão de Jesus ao céu, presidistes as orações suplicantes dos Apóstolos para a vinda do Divino Espírito Santo; agora, que estais no paraíso à frente dos coros dos anjos e santos, presidí, também, Senhora nossa rainha, toda a nossa vida, orientando-nos para a pátria celeste, onde desejamos estar convosco cantando, eternamente, as glórias de Jesus. Amém.
Outra oração à Nossa Senhora da Abadia(Oração recolhida na Paróquia de Abadia dos Dourados, Minas Gerais, Brasil, no centenário de celebração da festa da padroeira)Ó Senhora da Abadia, aqui estão os vossos filhos que, cheios de gratidão, vieram vos agradecer. Agradecer o Dom da vida; agradecer o Dom da fé; agradecer a vida divina; agradecer a vida de família e de amizades; agradecer a vida da Igreja; agradecer os cem anos de celebração desta festa. Estes vossos filhos, Senhora e Mãe, vieram também pedir e suplicar: Olhai, ó Mãe, estes vossos filhos e suas famílias; olhai, ó Mãe, esta Paróquia e seu Vigário; olhai, ó Mãe, esta diocese e seus Bispos; olhai, ó Mãe, a Igreja e o Santo Padre, o Papa. Fazei, ó Mãe e Rainha, que estes vossos filhos sejam testemunhas das verdades libertadoras anunciadas no Evangelho de vosso filho Jesus realizando o seu reino também na terra. Ó Mãe, estes filhos querem gozar um dia de vossa presença na glória do céu, onde de corpo e alma estais com o Pai, reinais com vosso Filho Jesus e viveis com o Espírito Santo. Amém.
Bibliografia:Augusto de Lima Júnior, "História de Nossa Senhora em Minas Gerais", Imprensa Oficial, Belo Horizonte, 1956Nilza Botelho Megale, "Invocações da Virgem Maria no Brasil", Ed. Vozes, 4a. ed., 1998Edésia Aducci, "Maria e seus títulos gloriosos", Ed. Loyola, 1998
Fonte: Milícia da Imaculada
geovisit();

Ordem Nossa Senhora Invocação de a a z


Ordem
Nossa Senhora
Invocação
Dia
01
Abadia


02
Achiropita

15/08
03
Ajuda

15/08
04
Amparo

16/08
05
Angústias


06
Anjos

02/08
07
Anunciada
Reconhecida pelo Fim de um Seca
25/03
08
Aparecida
Padroeira do Brasil
12/10
09
Apresentação


10
Assunção

15/08
11
Auxiliadora

24/05
12
Boa Viagem

12/dez
13
Bom Conselho
Conselho
26/abr
14
Bom Parto
Gravidez

15
Brasil

22/02
16
Cabeça
Males que atacam o cérebro
01/08
17
Candelária

15/08
18
Caravaggio

26/05
19
Caridade do Cobre


20
Carmo
Consolação e Coragem
16/06
21
Chartres


22
Conceição

08/12
23
Consolação

08/09
24
Copacabana

05/08
25
Coromoto
Padroeira da Venezuela

26
Defesa

18/01
27
Desamparados

08/05
28
Desatadora dos Nós
Problemas Pessoais
15/08
29
Desterro

16/02
30
Divina Providência
Padroeira de Porto Rico
19/11
31
Dores
Conforto
15/09
32
Esperança

18/12
33
Fátima
Terço
13/05
34
Graças
Graças
27/11
35
Guadalupe
Padroeira do México e da América Latina
12/d12
36
Lapa

08/12
37
Líbano
1º Domingo de Maio

38
Loreto

10/12
39
Lourdes

11/02
40
Luz
Padroeira de Curitiba
08/09
41
Mãe Rainha
Família
22/08
42
Mães
Proteção as Mães
22/08
43
Mártires

13/05
44
Medianeira de Todas as Graças

31/05
45
Medjugorge

25/06
46
Menina
Várias Entregas

47
Mercês

24/09
48
Montserrat

27/04
49
Nazaré

14/09
50
Neves

05/08
51
Paz

09/07
52
Penha
8º dia após Domingo de Páscoa

53
Perpétuo Socorro
Socorros Urgentes
27/06
54
Piedade

02/02
55
Pilar

12/09
56
Prazeres
2º Domingo após de Páscoa

57
Remédios


58
Rocio
2º Domingo de Novembro

59
Rosa Mística
Entrega de Si mesmo
13/07
60
Rosário
Rosário (Da Gatemala e de Pompéia)
07/10
61
Salette

19/09
62
Saúde
Saúde
20/04
63
Sion

20/01
64
Trinta e Três


65
Visitação


geovisit();

Nossa Senhora do Rosário 07/10



Nossa Senhora do Rosário
- Ir para os Títulos de Nossa Senhora
Comemoração litúrgica - 07 de outubro. Também nesta data: N. S. de Pompéia, Santos Helano, Mateus de Mântua e Osila



Tudo o que no Pai Nosso pedimos, é muito reto, muito bem ordenado e conforme a fé, esperança e caridade cristã, e já por isto tem o especial agrado da SS. Virgem. Além disto, ouvindo-nos rezar, Ela reconhece em nossa voz o timbre da voz de seu Filho, que nos deu e ensinou à viva voz esta oração e nô-la impôs dizendo: Assim deveis rezar. Maria, vendo-nos assim com o Rosário, cumprindo fielmente a ordem recebida, com tanto mais amor e solicitude nos atenderá. “As místicas coroas que lhe oferecemos, são-lhe sumamente agradáveis e penhores de graça para nós” (Leão XIII). A própria Rainha do Céu fez-se quase fiadora da eficácia desta excelente oração.
A origem da devoção à Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, mas sua propagação tomou impulso com São Domingos de Gusmão. Foi por sua inspiração que São Domingos fez do Rosário sua poderosa arma para combater a heresia dos albingenses, isto no início do século XIII, onde a tal heresia crescia vertiginosamente na França. Fundou a ordem dominicana e por sua intensa propagação e devoção, a Igreja lhe conferiu o título de “Apóstolo do Santo Rosário”. Existem, inclusive, certas versões históricas que afirmam ter Nossa Senhora aparecido a São Domingos segurando o Menino Jesus no colo e oferecendo-lhe o santo Rosário, e cuja propagação e divulgação teria tomado impulso por pedido pessoal de Maria Santíssima.
À recitação do Rosário é que a igreja atribui os seus maiores triunfos, e grata atesta, pela boca dos Sumos Pontífices que, “pelo Rosário todos os dias desce uma chuva de bênçãos sobre o povo cristão”(Urbano IV); “que é a oração oportuna para honrar a Deus e a Virgem, como afastar bem longe os iminentes perigos do mundo” (Sixto IV); “propagando-se esta devoção, os cristãos entregues à meditação dos mistérios inflamados por esta oração, começarão a transformar-se em outros homens, as trevas das heresias dissipar-se-ão e difundir-se-á a luz da fé católica” (São Pio V); "desejamos ver sempre mais largamente propagada esta piedosa prática e tornar-se devoção verdadeiramente popular de todos os lugares, de todos os dias" (Leão XIII).
Nos mistérios do Rosário, contemplamos todas as fases do Evangelho:
Os mistérios gozosos retratam as meditações da anunciação do Anjo a Nossa Senhora, visitação de Maria à Santa Isabel, nascimento triunfante de Jesus, sua apresentação no templo e Jesus, entre os doutores da lei.
Nos mistérios dolorosos contemplamos a agonia de Jesus no horto, flagelação de Jesus, a coroação de espinhos, o calvário, a crucificação e morte de Jesus.
Nos mistérios gloriosos, a Ressurreição de Jesus, a sua Ascensão aos céus, a vinda do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos, a Sua Assunção e gloriosa Coroação.
E, sob inspiração maternal de Nossa Senhora, no dia 16/10/2002, pela carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, que Sua Santidade o Papa João Paulo II acrescentou ao Rosário os Mistérios Luminosos, que retratam a vida pública de Jesus, desde o seu batismo no Jordão, o primeiro milagre nas Bodas de Caná, proclamação do reino, transfiguração e instituição da Eucaristia. Estes mistérios foram inseridos entre os mistérios gozosos e os dolorosos, formando um perfeito complemento da meditação da Bíblia.
A santa devoção atravessou os séculos sempre com o empenho da Santa Igreja de difundi-lo. Tem a virtude de excitar e nutrir em nós o recolhimento, pondo-nos em contato com os mistérios da nossa religião. É a oração do sábio e do ignorante, pois, como nenhuma outra, se adapta à capacidade de todos.
Peçamos a Maria Santíssima a graça de sermos não só fiéis propagadores, mas principalmente perseverantes na prática de sua recitação, e que tenhamos sempre o desejo inflamado de rezá-lo sempre com muito entusiasmo e alegria. E que tenhamos a convicção de que o Rosário une o tempo à eternidade, a cidade terrena à cidade de Deus.
* * * * * * * * *
Consulte Também: Nossa Senhora do Rosário de Pompéia

OPÇÕES:
1. Aprendendo a rezar o Rosário 2. Ler a Carta Apostólica do Papa que instituiu os Mistérios Luminosos
3. Ir para a Página Oriente 4. Títulos de Nossa Senhora
* Referências bibliográficas:
- Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas Gerais, 1959.

Nossa Senhora das Rosas



Nossa Senhora das Rosas
- Ir para os Títulos de Nossa Senhora
Comemoração litúrgica: 04 de janeiro. Também nesta data: Santa Ângela de Foligno, São Caio e São Hermes

A Rosa simboliza há muito tempo grande mistério. Na catacumba de São Calixto (Século III) os cristãos pintavam rosas como sinal do paraíso. São Cipriano de Cartago escreve que é o sinal do martírio.
No século V a rosa já era sinal metafórico da Virgem Maria. Edulio Caelio foi o primeiro a chamar a Maria “rosa entre espinhos”. Quatro séculos depois o monge Teófanes Graptosusa faz a mesma comparação referindo-se à pureza de Maria e a fragrância de sua graça. Para Tertuliano e Santo Ambrósio a raiz representa a genealogia de Davi; o broto é Maria e a flor, rosa, é Cristo.

A veneração da Rosa Mística remonta aos primeiros séculos do cristianismo. No hino “Akathistos Paraclisis” das igrejas do Oriente, é como uma espécie de Rosário cantado a invocação: “Maria, Tu, Rosa Mística, da qual saiu Cristo como milagroso perfume.” Podemos ver também como nas Ladainhas Lauretanas (1587), em honra à Santíssima Virgem, que trazem o título de Maria Rosa Mística.

A partir do século V que a rosa passou a simbolizar Maria Santíssima. As gravuras e ícones marianos orientais representam a Mãe Imaculada com o Filho nos braços e uma rosa na mão. O ocidente deu outras expressões a essa iconografia Mariana. Sob título de "Madona da Rosa" ou "Madona das Rosas", foram executadas diversas obras especialmente para adornar diversos Santuários no mundo. A devoção à Nossa Senhora "das Rosas" teve início no século XV e está ligada a dois fatos extraordinários, ocorridos na região da Brescia, Itália.

Era noite de 3 para 4 de janeiro de 1417, quando dois mercadores romanos dirigiram-se à localidade de Brescia, rumo à Bérgamo (Itália), quando acabaram se perdendo em um bosque dum vilarejo chamado Albano. Estavam a oito quilômetros do destino, mas perdidos na selva, quando foram duramente castigados pelo frio e pela fome, já que o local estava coberto pela neve. Neste momento pediram fervorosamente auxílilo ao Senhor, invocando a ajuda e intercessão da Virgem Maria, fazendo o firme propósito de erguerem uma capela em sua honra, caso os libertasse daquela situação desesperadora. Foi quando subitamente veio do céu um raio de luz rompendo a escuridão, onde um grande feixe luminoso indicou o caminho até a entrada da cidade.
Com ânimo renovado, sentiram grande júbilo diante do maravilhoso milagre.

Ao aproximarem-se da basílica de Santa Maria Maggiore, quando ainda rezavam agradecendo a Deus, sucedeu-lhes um segundo milagre. A Virgem Imaculada apareceu num trono de nuvens, rodeada de rosas. Tinha no colo o Menino Jesus, que também trazia na mão um pequeno maço de rosas. Era um espetáculo do paraíso realizando-se diante dos seus olhos.

Ao amanhecer, a notícia defundiu-se rapidamente junto ao povo e também junto à autoridade civil; o fato prodigioso foi grande sinal de benevolência da parte do céu para a cidade de Bérgamo, aflita por muitos problemas, já que a Itália atravessava sérias contendas, inimizades e discórdias, principalmente pelo fato da Igreja encontrar-se contundida pela divisão de cismas. Isto fez com que São Bernardino de Sena suplicasse uma bênção especial à Nossa Senhora, no mesmo instante daquela noturna aparição.
Todas as intenções de erigir um templo em reconhecimento à tantas graças recebidas por parte de Nossa Senhora, foram informadas ao novo Papa Martinho V, eleito no Concílio de Constança, em 11 de novembro de 1417. No ano seguinte (1418), foi o próprio Papa quem autorizou a construção do templo mariano no Monte Bérgamo, hoje Monte Róseo, inaugurada em maio daquele ano. Os mercadores que haviam feito doações para a primeira obra, acabaram adquirindo também um terreno no vilarejo de Albano, local do primeiro milagre e aí construíram uma capela também dedicada a Nossa Senhora das Rosas.

A devoção de Nossa Senhora das Rosas atravessou séculos e reascendeu-se com por ocasião da difusão da epidemia de cólera, em 1855. O pároco de Albano não só exortou a população a recorrer à Nossa Senhora das Rosas, mas fez um voto de erigir no local onde estava a capela, um Santuário em sua homenagem, caso cessasse o contágio. O contágio cessou em 20 de setembro de 1855, iniciando-se a construção do santuário com aclamação unânime da população local. Nossa Senhora das Rosas é celebrada no dia 04 de Janeiro, conforme decreto pontifício firmado em 1877 pelo Papa Pio IX.
* * * * * * * * *
Ir para a Página Oriente
Títulos de Nossa Senhora
* Referências bibliográficas:
- Baseado na história contida no site Maria de Nazaré, original em italiano, no endereço:
http://www.mariadinazareth.it/apparizione%20albano%20sant'alessandro.htm

Nossa Senhora Rainha 22/08



Nossa Senhora Rainha
- Ir para os Títulos de Nossa Senhora
Comemoração litúrgica - 22 de agosto. Também nesta data: Santos Vicente de Paulo, Benício, Fabriciano e André Fiésole


Nossa Senhora, verdadeira Mãe de Jesus Cristo, Rei do Universo, é invocada hoje com o título de Rainha do Céu e da Terra. Antigamente a festa da realeza de Nossa Senhora era celebrada no dia 31 de maio.
A liturgia sagrada já invoca a Mãe de Deus com os títulos de Rainha dos Anjos, dos Patriarcas, dos Profetas, dos Apóstolos, dos Mártires, dos Confessores, das Virgens, de todos os Santos, Rainha Imaculada, Rainha do Santíssimo Rosário, Rainha da Paz e Rainha Assunta ao Céu.
Este título de Rainha exprime então o pensamento de a Santíssima Virgem se avantajar a todas as ordens de santidade e de virtude, Rainha dos meios que levam a Jesus Cristo, e de que, sendo Rainha assunta ao Céu, já era sobre a terra, isto é, Rainha reconhecida pela terra e pelo céu como sendo a criatura mais perfeita e mais avantajada em toda a santidade e semelhança de Deus Criador!
Mas, quando falamos no título da Realeza de Maria Santíssima, trata-se da Realeza que Lhe cabe por direito como Soberana, deduzida das suas relações com Jesus Cristo, Rei por direito de tudo o criado, visível e invisível, no céu e na terra.
Efetivamente as prerrogativas de Jesus Cristo tem todas os seus reflexos na Santíssima Virgem, Sua Mãe admirável: Assim Jesus Cristo é o Autor da graça, e Sua Mãe é a dispenseira e intercessora de todas as graças; Jesus Cristo está unido à Santíssima Virgem pelas suas relações de Filho e nós, corpo místico de Jesus Cristo, estamos também unidos a Sua Mãe pelas relações que Ela tem conosco como Mãe dos homens. E assim, pelo reflexo da Realeza de Jesus Cristo, seu filho, Ela é Rainha do céu e da terra, dos Anjos e dos homens, das famílias e dos corações, dos justos e dos pecadores que, na Sua Misericórdia real, encontram perdão e refúgio.
Oh! Se os homens aceitassem, de verdade prática, a Realeza da Santíssima virgem, em todas as nações, em todos os Lares e realmente pelo seu governo maternal regulassem os interesses deste mundo material, buscando primeiro que tudo o Reino de Deus, o Reino de Maria Santíssima, obedecendo aos seus ditames e conselhos Reais, como depressa se mudaria a face da terra!
Todas as heresias foram, em todos os tempos, vencidas pelo cetro da Santíssima Mãe de Deus. Nesses nossos tempos, tão conturbados pelas sumas das heresias, os homens debatem-se numa pavorosa luta em que vemos e apalpamos, da maneira mais trágica, serem insuficientes os meios humanos para restabelecer a paz na sociedade humana! De resto, demasiado puderam os homens a sua confiança nos sistemas sociais, nos meios do progresso científico, no poder das armas de destruição, no terrorismo, e tudo isso só serviu para o mundo assistir agora desorientado à maldição profetizada aos homens que põem a sua confiança nos homens, afastando-se de Deus e da ordem sobrenatural da graça!
Maria Santíssima, Rainha do Céu e da terra, foi sempre a vencedora de todas as batalhas de Deus: Voltem-se os governantes do mundo para Ela e o Seu cetro fará triunfar a causa do bem, com o triunfo da Igreja e do Reino de Deus!
ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII SOBRE A FESTA DE NOSSA SENHORA RAINHA
O Papa pio XII, em encíclica dirigida aos membros do episcopado a respeito da Realeza de Maria, recorda que o povo cristão sempre se dirigiu à Rainha do céu nas circunstâncias felizes e sobretudo nos períodos graves da história da Igreja.
Antes de anunciar a sua decisão de instituir a festa litúrgica da “Santa Virgem Maria Rainha”, assinalou o Papa: “Não queremos propor com isso ao povo cristão uma nova verdade e acreditar, porque o próprio título e os argumentos que justificam a dignidade real de Maria já foram abundantemente formulados em todos os tempos e encontram nos documentos antigos da Igreja e nos livros litúrgicos. Tencionamos apenas chamá-lo com esta encíclica a renovar os louvores à nossa Mãe do céu, para reanimar em todos os espíritos uma devoção mais ardente e contribuir assim para o seu bem espiritual”
Pio XII cita em seguida as palavras dos doutores e santos que desde a origem do Novo testamento até os nossos dias salientaram o caráter soberano, real, da Mãe de Deus, co-redentora: Santo Efrem, São Gregório de Naziano, Orígenes, Epifânio, Bispo de Constantinopla, São Germano, São João Damasceno, até Santo Afonso Maria de Ligório.
Acentua o Santo Padre que o povo cristão através das idades, tanto no oriente quanto no ocidente, nas mais diversas liturgias, cantou os louvores de Maria, Rainha dos Céus.
“A iconografia, disse o Papa, para traduzir a dignidade real da bem-aventurada Virgem Maria, enriqueceu-se em todas as épocas com obras de arte do maior valor. Ela chegou mesmo a representar o divino Redentor cingindo a fronte de sua Mãe com uma coroa refulgente”.
Na última parte do documento o Papa declara que tendo adquirido, após longas e maduras reflexões, a convicção de que decorrerão para a Igreja grandes vantagens dessa verdade solidamente demonstrada”, decreta e institui a festa de Maria Rainha, e ordena que nesse dia se renove a consagração do gênero humano do Coração Imaculado na Bem-Aventurada Virgem Maria “porque nessa consagração repousa uma viva esperança de ver surgir uma era de felicidade que a paz cristã e o triunfo da religião alegrarão”.
* * * * * * * * *
Ir para a Página Oriente
Títulos de Nossa Senhora
* Referências bibliográficas:
- Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas Gerais, 1959.

Nossa Senhora do Rosário de Pompéia



Nossa Senhora do Rosário de Pompéia
- Ir para os Títulos de Nossa Senhora
Comemoração litúrgica: 07 de outubro. Também nesta data: "N. S. do Rosário; Santos: Helano, Mateus de Mântua ,e Osita";


No ano de 79 ocorreu a famosa erupção do Vulcão Vesúvio, que sepultou a cidade pagã de Pompéia (Sul da Itália). Ali a aristocracia romana gostava de passar o tempo com entretenimentos e foi surpreendida pela súbita destruição.
No início do Século IX instalaram-se nas proximidades famílias de campesinos que erigiram uma humilde capela. Em 1872 chegou o advogado Bartolo Longo (beatificado em 26 de outubro de 1980), que trabalhava para a Condessa de Fusco, dona dessas terras. Logo descobriu que, depois da morte do sacerdote, já não haviam missas na capela e poucos seguiam firmes na fé.
Uma noite, o advogado Bartolo Longo viu em sonhos a um amigo morto anos atrás, que lhe disse: “Salva a esta gente Bartolo! Propaga o Rosário. Estimula-os para que o rezem. Maria prometeu a salvação para aqueles que fizerem”. Assim, Longo trouxe de Nápoles muitos Rosários para distribuir e encorajou também a vários vizinhos que o ajudassem a reformar a capela. A população começou a rezar o Rosário, cada vez em maior número.
Em 1878, Longo obteve de um convento de Nápoles um quadro de Nossa Senhora entregando o Santo Rosário a São Domingos e Santa Rosa de Lima. Estava deteriorado mas um pintor o restaurou. Este mudou a figura de Santa Rosa pela de Santa Catarina de Siena. Posta sobre o altar do Templo, ainda que inacabada, a Virgem Santíssima começou a operar milagres.
Em 08 de maio de 1887, o cardeal Mônaco de Valleta, colocou na venerada imagem um diadema de brilhantes benta pelo Papa Leão XII e em 08 de maio de 1891, deu-se a solene consagração do novo Santuário de Pompéia, que existe atualmente.

CARTA DE JOÃO PAULO IIPOR OCASIÃO DO 125° ANIVERSÁRIO DA CHEGADA DO QUADRO DENOSSA SENHORA DO ROSÁRIO A POMPÉIA
Ao Venerado Irmão Francesco Saverio TOPPIArcebispo-Delegado Pontifício
1. A Igreja que está em Pompéia, no decurso do Grande Jubileu do Ano 2000, regozijar-se-á com um ulterior dom de Graça. No próximo dia 13 de Novembro celebra-se, com efeito, o 125° aniversário da chegada do Quadro de Nossa Senhora do Rosário. Esta "visita" de Maria mudou o rosto espiritual e civil de Pompéia, que desde 1975 se transformou cada vez mais em cidadezinha da oração, centro de irradiação do Evangelho, lugar de numerosas graças e conversões, ponto de referência de piedade mariana, para o qual olham de todas as partes do mundo.
Ao unir-me espiritualmente à Comunidade eclesial de Pompéia nesta feliz circunstância, desejo agradecer ao Senhor os dons com que a enriqueceu, implorando, pela intercessão da Virgem Santa, especiais favores celestes sobre Vossa Excelência, Venerado Irmão, e sobre todos os que estão confiados aos seus cuidados pastorais.
2. O Grande Jubileu e esta vossa especial data evocam-se reciprocamente e oferecem particulares motivos de reflexão e de ação de graças. O Ano Santo coloca no centro da atenção dos crentes o mistério da encarnação do Verbo e convida-os a contemplar Aquele que "tinha a condição divina, mas não se apegou à Sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-Se a Si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-Se semelhante aos homens" (Fl 2, 5-7). Pompéia é a terra do Santo Rosário, onde o fervoroso brotar do coração dos fiéis da oração do Ave Maria leva a contemplar a disponibilidade interior com que a Virgem Santa recebeu na fé o anúncio do nascimento do Filho de Deus na condição humana.
De igual modo o convite, que ecoa no acontecimento jubilar a pôr-se em amorosa escuta da Palavra de Deus e a conformar a própria vida com o Evangelho, encontra um eco feliz na prática dos Quinze Sábados, que Bartolo Longo difundiu entre os fiéis, com a intenção de os estimular à contemplação de Cristo. Como não ver depois uma sintonia eloqüente entre o nascimento humilde e pobre do Redentor na manjedoura de Belém e o contexto de igual modo simples e modesto no qual chegou a Pompéia o Quadro de Nossa Senhora?
Também a "mística Coroa", que a todos os que a ela se dirigem a Virgem oferece como "Cadeia doce que reata a Deus", se revela instrumento precioso para compreender melhor e viver as grandes dimensões do Jubileu. O Rosário, que Bartolo Longo considera quase um baluarte contra os inimigos da alma, une aos Anjos, e é "porto seguro no naufrágio comum" (Súplica à Rainha do S. Rosário de Pompéia).
3. O Jubileu, na sua mensagem mais profunda, é chamamento à conversão e estímulo a uma autêntica renovação pessoal e social. Ao entrar no novo milênio a comunidade cristã é convidada a alargar o próprio olhar de fé até horizontes novos para o anúncio do Reino de Deus. A autoconsciência, que ela maturou com o Concílio Vaticano II do próprio mistério e da tarefa apostólica que lhe fora confiada pelo seu Senhor, empenha-a a viver no mundo sabendo que deve ser "o fermento e a alma da sociedade humana, a qual precisa renovar-se em Cristo e transformar-se em família de Deus" (cf. Incarnationis mysterium, 2).
Os cristãos podem encontrar no Rosário uma ajuda eficaz no empenho de realizar na sua vida estes objetivos do Jubileu. Convidando a aceitar com a admiração de Maria, de José, dos Pastores, dos Reis Magos e de todos os pobres de Israel o anúncio do nascimento do Filho de Deus na condição humana, os Mistérios gozosos suscitam nos cristãos, como já acontecera com o Fundador do Santuário de Pompéia e com outros numerosos devotos da Virgem do Santo Rosário, o desejo de levar aos homens do nosso tempo com renovado fervor o jubiloso anúncio do Salvador.
Através da contemplação dos Mistérios dolorosos, o Rosário faz sentir aos fiéis a dor dos pecados e, convidando a ter confiança na ajuda d'Aquela que reza "por nós pecadores agora e na ora da nossa morte", facilita o desejo de receber o Sacramento da Reconciliação a fim de corrigir as estruturas da própria vida. Por este caminho, o Beato Bartolo Longo encontrou a força para reorganizar a própria existência e tornou-se dócil à ação do Espírito Santo, o único que transforma os pecadores em santos.
Através da contemplação de Cristo que ressuscitou e subiu ao céu, os Mistérios gloriosos introduzem no oceano da vida trinitária, comunicada pelo Espírito Paráclito a todos os crentes e, de maneira especial, a Maria nossa Mãe e irmã. Olhando para ela que subiu ao céu e está na glória dos Santos, os cristãos são encorajados a admirar e desejar as "coisas lá do alto", e aspirando pela meta eterna tomam consciência dos meios necessários para a obterem, isto é, a fidelidade aos mandamentos divinos, a freqüência aos Sacramentos da Igreja e a humilde adesão à vontade de Deus.
Também o empenho pela unidade dos crentes em Cristo e pela fraterna concórdia entre as Nações, reproposto pelo Grande Jubileu, encontra motivo de especial sintonia com o aniversário que o Santuário de Pompéia celebra este ano. No Jubileu de Novecentos no início deste nosso século XX, o beato Bartolo Longo quis realizar como voto pela paz a fachada monumental do Santuário, recolhendo ofertas e subscrições dos fiéis de todas as partes do mundo. Também a paz é agora, no alvorecer do terceiro milênio, o desejo fervoroso da humanidade e é preciso rezar com confiança pela paz em todas as partes da terra.
4. Venerado Irmão no Episcopado, formulo profundos votos por que, seguindo o exemplo do beato Bartolo Longo, esta Comunidade diocesana saiba captar nestes acontecimentos de graça um premente estímulo para anunciar com renovado fervor Jesus Cristo, Redentor do homem. A este propósito, o plano pastoral elaborado para este ano jubilar demonstra-se como nunca oportuno.
Ele inspira-se na trilogia "humildade, simplicidade, pobreza"; uma trilogia que caracterizou a vida terrena de Jesus, o estilo de Maria e também o programa ascético do beato Bartolo Longo. Como deixar de recordar que do nada e com meios pobres e humildes, ele, guiado pelo Espírito, erigiu em Pompéia um Santuário que hoje tem uma irradiação mundial? Os escritos do Beato, que já então alcançavam pessoas de todas as línguas e nações, continuam a oferecer úteis estímulos para a reflexão e a vida espiritual.
Esta herança preciosa, que representa para vós um singular título de honra, seja por vós acolhida e reproposta à sociedade de hoje, para que no templo de Pompéia, onde a Mãe continua a mostrar o seu Filho divino como único Salvador do mundo, numerosos homens e mulheres em busca da paz possam fazer a experiência jubilosa da "visita" de Cristo, vivida por Isabel e por João Baptista, por ocasião do encontro com a Virgem (cf. Lc 1, 39-56).
Com estes votos, invoco, por intercessão do Beato Bartolo Longo, sobre Vossa Excelência, Venerado Irmão, sobre os sacerdotes, os religiosos e as religiosas, sobre toda a Comunidade diocesana, e sobre os peregrinos e devotos, a materna proteção da Rainha do Santo Rosário e, de bom grado concedo a todos uma especial Bênção apostólica.
Vaticano, 8 de Dezembro de 1999, solenidade da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria.
Oração à Nossa Senhora do Rosário de Pompéia
Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos ensinastes a recorrer a vós e com confiança chamar-vos de "Pai Nosso que estais no Céu". Ó Senhor, infinitamente bom, a quem é dado usar sempre de misericórdia e perdoar; por intercessão da Imaculada Virgem Maria, ouvi-nos, a nós que nos gloriamos do título de devotos do Rosário, aceitai as nossas humildes orações dando-vos graças pelos benefícios recebidos, e tornai perpétuo e cada dia mais glorioso o trono que lhe elevastes no Santuário de Pompéia, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Senhor Nosso. Amém.
Rogai por nós Rainha do Sacratíssimo RosárioPara que sejamos dignos das promessas de Cristo.Amém
Consulte também: Nossa Senhora do Rosário
* * * * * * * * *
Ir para a Página Oriente
Títulos de Nossa Senhora
* Referências bibliográficas:
- http://www.aciprensa.com/juanpabloii/viajes/pompeya/mensajepapa.htm (História - traduzido do espanhol p/ português)
- http://www.vatican.va. (Mensagem do Papa João Paulo II - adaptado para o português/brasil)

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro 27/06




Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
- Ir para os Títulos de Nossa Senhora
Comemoração litúrgica: 27 de junho. Também nesta data: Santos Ladislau, Cirilo de Alexandria e Madalena Fontaine



Pouco se sabe a respeito da autoria artística do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, apesar de conhecidíssimo pelos católicos do mundo inteiro. Segundo especialistas, há forte indício que o artista seja grego, pois as inscrições estão neste idioma. Esta pintura deve ter sido executada no período compreendido entre os séculos XIII e XIV. A tradução das quatro letras gregas na parte superior da tela significam “Mãe de Deus”. No quadro, o Menino Jesus, ao colo de Nossa Senhora contempla um dos anjos, que respectivamente seguram na mão instrumentos prefigurativos dos sofrimentos futuros, da paixão e morte do Salvador: lança, vara com a esponja, o cálice com fel, cruz e cravos. O quadro é composto de significativos detalhes. O Menino Jesus, amedrontado com a visão dos arcanjos Miguel e Gabriel segurando os referidos instrumentos, busca socorro no colo seguro da Mãe, já que uma das sandálias lhe resta ao pé esquerdo, dependurada só pelo cadarço. Maria o acolhe maternalmente e nos fita com olhar terno, ao mesmo tempo triste, como sinal de apelo à humanidade pelos pecados, causa do sofrimento do seu Filho. A tradução das letras gregas acima do ombro Menino, significam “Jesus Cristo”. Segundo tradições orientais, o quadro, uma pintura em estilo bizantino, é uma reprodução de uma pintura feita por São Lucas, que além de escritor, era também pintor.
Conta-se que este quadro ficava exposto em um templo na Ilha de Creta, e que fora roubado por um negociante que pretendia levá-lo a Roma a fim de vendê-lo. Quando o navio saiu, uma tremenda tempestade formou-se, causando desespero na tripulação. Todos pediram socorro à Deus à Virgem, ocasião em que a tempestade dissipou-se. A embarcação acabou aportando na Itália, mais ou menos na mesma época em que Colombo trazia da América para a Europa a nau “Santa Maria”. O quadro milagroso de Nossa Senhora foi transportado para a cidade de Roma.
Posteriormente, após a morte do ladrão, Maria manifestou-se a diversas pessoas, expressando o desejo de que esse quadro fosse venerado na Igreja de São Mateus (hoje Igreja de Santo Afonso), em Roma, a qual está situada entre as Igrejas de Santa Maria Maior e São João de Latrão. Seu desejo não foi atendido e algum tempo depois, o quadro ficou em poder de uma mulher que tinha uma filha de 6 anos.
Certo dia, Maria apareceu à menininha e lhe indicou um lugar, dizendo: "quero que o quadro seja colocado entre a minha querida Igreja de Santa Maria Maior e a do meu filho São João de Latrão". A própria Virgem Maria, nessa aparição, foi quem deu à menininha o título “Perpétuo Socorro" e lhe manifestou o desejo de ser invocada com este nome. A menina contou o fato à sua mãe e esta resolveu seguir o indicado pela Virgem, entregando a imagem aos padres agostinianos, que residiam na Igreja de São Mateus, onde foi exposta à veneração pública no dia 07 de março de 1499, numa solene procissão. Lá permaneceu por três séculos tornando-se centro de peregrinação católica.
No ano de 1778, por ocasião da guerra civil, o venerável templo foi destruído, mas o quadro foi preservado e graças aos religiosos agostinianos, foi levado a salvo para o seu novo mosteiro, junto à Igreja de Santa Maria in Posterula, lado oposto da cidade.
O último membro da Congregação a fazer profissão religiosa no templo de São Mateus foi o frade Agostinho Orsetti. Com idade avançada e sentindo a proximidade da morte, recebia as visitas de um jovem amigo, Miguel Marchi, a quem lembrou por diversas vezes da Virgem do Perpétuo Socorro: “Não te esqueças, Miguel, - disse ele - que a imagem que está na capela é a mesma que foi por muito tempo venerada em São Mateus. Quantos milagres sucederam!”. Mais tarde, quando o jovem já pertencia à Ordem dos Redentoristas, ouvindo que um confrade seu encontrara documentos preciosos, relatou tudo o que ouvira do Frei Orsetti a respeito do quadro.
Passado algum tempo, o Papa Pio IX chamou para Roma os redentoristas, e nessa ocasião veio à tona a questão sobre a santa imagem. Os padres redentoristas solicitaram ao Papa que o quadro fosse colocado na Igreja de Santo Afonso, construída no mesmo lugar em que estivera a Igreja de São Mateus, ora destruída pela guerra. Atendendo ao pedido, o Papa disse: “É a nossa vontade que a imagem da Santíssima Virgem volte para a Igreja localizada entre Santa Maria Maior e São João de Latrão”. Ao mesmo tempo, deu ordem aos redentoristas que divulgassem a devoção ao mundo inteiro. No dia 26 de abril de 1866, a imagem foi solenemente levada em procissão para o local de sua escolha, a Igreja de Santo Afonso, grande apóstolo e defensor de Maria. A devoção hoje encontra-se presente no mundo inteiro e milhões de cópias foram reproduzidas em todo o globo.
REFLEXÕES
O quadro de Nossa Senhora do Pertétuo Socorro resume, em poucos detalhes, um leque enorme de mensagens. A estampa expressa símbolos altamente significativos da fé: devoção mariana, Nascimento, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. A figura do Menino Jesus remonta o seu divino Nascimento. Ao mesmo tempo, a atitude do Menino diante da visão aterradora, O transporta à mesma sensação que iria sentir no Horto das Oliveiras. Busca Ele, no colo de Maria, Sua Mãe, socorro, proteção, consolo e segurança. Este é o ângulo do espectador em relação ao quadro. Um segundo ângulo, porém, do quadro para o espectador, ou de Maria para a humanidade, traduz um significado tão profundo quanto o primeiro: Maria se coloca como referência diante dos nossos pecados, intercedendo por nós junto a Jesus. Diante dos nossos sofrimentos, Ela é o nosso colo, nossa segurança, nosso Perpétuo Socorro. A riqueza de informações atinge extrema magnitude. Deve ser mesmo reprodução de um quadro de São Lucas, pois quase não dá para conceber como tantas informações possam caber em tão pouco espaço: 1) Parte superior - iniciais em grego para "Mãe de Deus"; 2) Auréola - colocada em 1867 a pedido do Vaticano pelos milagres atribuídos a Ela; 3) Estrela no Véu - Ela, a Estrela do Mar, que traz a Luz ao mundo e a Luz que nos conduz ao porto Seguro da Eternidade; 4) Inicial em grego sobre o arcanjo Miguel - que apresenta a lança, a esponja e o cálice da Paixão; 5) Inicial em grego sobre o arcanjo Gabriel - que apresenta a Cruz e os cravos, instrumentos da morte de Jesus; 6) Os olhos de Maria - grandes e voltados para nossas necessidades; 7) A boca pequena de Maria - recolhimento e o silêncio; 8) Iniciais gregas acima do Menino, que significa "Jesus Cristo". 9) Túnica Vermelha - distintivo das virgens no tempo de Nossa Senhora; 10) De mão dada com o Menino - Mão de consolo de Maria, significando também sua intercessão em favor dos homens; 11) Manto azul escuro - Maternidade e Virgindade de Maria; 12) Mão esquerda de Maria - apoio e sustento à humanidade; 13) Fundo Amarelo - representa o ouro, simbolizando a glória do Paraíso; 14) Sandália caída - nosso consolo ante as dificuldades e atropelos da vida.
* * * * * * * * *
Ir para a Página Oriente
Títulos de Nossa Senhora
* Referências:
- Compêndio e adaptação, também com informações de: Paróquia N. S.do Perpétuo Socorro Lago Sul - Brasília/DF - www.nsps.com.br; web site do Padre Juarez www.padrejuarez.com.br/igrejaemcasa/igrejanaemcasa-20050714.htm

Nossa Senhora das Neves 05/08


Nossa Senhora das Neves
- Ir para os Títulos de Nossa Senhora
Comemoração litúrgica - 05 de agosto. Também nesta data: Santos Casiano, Emídio e Osvaldo



No século IV vivia em Roma um ilustre descendente de nobre família romana, o qual, não possuindo herdeiros, resolveu em combinação com a esposa consagrar sua imensa fortuna à glória de Deus. Estava pensando seriamente no assunto, quando a Rainha do Céu, com o Menino Jesus no colo, apareceu-lhe em sonhos e disse-lhe: - "Edificar-me-eis uma basílica na colina de Roma que amanhã aparecerá coberta de neve".
Era noite de 4 para 5 de agosto, época de maior calor na Itália, mas no dia seguinte, devido a um estupendo milagre, o monte Esquilino estava coberto de neve. A população da cidade acudiu ao lugar do prodígio e até mesmo o Papa Libério, acompanhado de todo o clero, para lá se dirigiu.
Logo depois de iniciada a construção, a basílica foi denominada de Nossa Senhora das Neves, devido ao fenômeno climático. Este templo, no entanto, é conhecido universalmente pelo nome de Santa Maria Maior por ser a mais importante entre todas as Igrejas de Roma dedicadas à Virgem Santíssima.

Nossa Senhora dos Navegantes 02/02




Nossa Senhora dos Navegantes
- Ir para os Títulos de Nossa Senhora
Comem. litúrgica - 02 de fevereiro . Também nesta data: São Feliciano de Roma, Santas Catarina de Ricci e Joana de Lestonnac.

Outros Títulos na mesma data:
N. S. das Candeias (da Luz ou Candelária) - Festa da Purificação de Nossa Senhora
Consta que o início da devoção à Nossa Senhora dos Navegantes originou-se na Idade Média por ocasião das Cruzadas, quando os cristãos invocavam a proteção de Maria Santíssima. Sob o título de "Estrela do Mar", rogavam sua proteção os cruzados que faziam a travessia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Palestina. É a padroeira não só dos navegantes, mas também de todos os viajantes. Tal tradição foi mantida entre os marítimos e foi difundida pelos navegadores portugueses e espanhóis, disseminando-se entre os pescadores litorâneos principalmente nas terras colonizadas pela Espanha e Portugal. As conseqüências foram a multiplicação de capelas, igrejas e santuários nas regiões pesqueiras, particularmente no Sul do Brasil, onde a concentração de cidades que a veneram como padroeira é significativamente expressiva.
Nas cidades de Balneário Arroio do Silva, Laguna, Balneário Barra do Sul, Ouro, Mondaí, Bombinhas e Navegantes, a devoção à Senhora dos Navegantes é tão expressiva que, por decreto, foram instituídos feriados nestes municípios catarinenses.
Destacando-se a cidade de Navegantes que, primitivamente, pertencia à Itajaí, então habitada por índios carijós. A demarcação de uma sesmaria na praia de Itajaí deu-se por ordem do Conde Resende, Vice-Rei. Foi em 1795 que José Ferreira de Mendonça efetuou a demarcação da Real Fazenda. A comunidade de Navegantes, canonicamente, pertencia à Paróquia do Santíssimo Sacramento de Itajaí. Em 23 de janeiro de 1896 a "Camara Episcopal de Corytiba" concedia "licença para que no lado esquerdo do Rio grande de Itajahy se possa erigir uma capela sob a invocação de Nª Sª dos Navegantes, de S. Sebastião e de S. Amaro". O Padre Antônio Eising, então Vigário da Paróquia de Itajaí foi quem fez a solicitação. Recebendo a promulgação oficial, iniciou a construção da Capela, que ficou pronta em 1907 sendo sua inauguração comemorada com três dias de festas: 7, 8 e 9 de setembro daquele ano. Navegantes só foi elevado à categoria de município em 30 de maio de 1962 e, consequentemente a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes foi elevada a Paróquia. Por ocasião dos festejos comemorativos aos 25 anos da Paróquia criada, a 19 de julho de 1987, o então Bispo Auxiliar (hoje Arcebispo Metropolitano) da Arquidiocese de Florianópolis, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, fez a dedicação do Altar e da igreja Matriz. Em 1996, por Decreto da Cúria Metropolitana, a igreja Matriz foi elevada a Santuário Arquidiocesano, sob a invocação de Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes.
REFLEXÕES
A festa presente, qual ramalhete de flores, apresenta-nos virtudes de quantidade, cada qual mais bela e encantadora. É lamentável que muitas pessoas, dizendo-se devotas de Nossa Senhora dos Navegantes, participem de outras festividades pagãs comemoradas na mesma data, oferecendo tributos e homenagens a uma tal "rainha do mar", a "Iemanjá", a quem umbandistas e macumbeiros atribuem nominalmente tratar-se de Nossa Senhora, numa variação da devoção afro-brasileira. Prática terrível e blasfematória não é só estabelecer-e na praia para jogar flores a Iemanjá, mas principalmente querer comparar esta figura a Nossa Senhora, Mãe de Deus e Mãe dos homens.
A este propósito, as Escrituras revelam o sério papel de Maria, tanto no primeiro livro (Gênesis), quanto no último (Apocalipse):
1. No Gênesis:
"Porei inimizades entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. Ela (própria) te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar." (Gen. 3,15 - diálogo de Deus com a Serpente, a quem Maria foi incumbida de esmagar a cabeça)
2. No Apocalipse:
E o dragão, depois que se viu precitado na terra, começou a perseguir a Mulher que havia dado à luz o filho varão; E foram dadas, à mulher, duas asas de uma grande águia, para voar para o deserto, ao lugar do seu retiro, onde é sustentada por um tempo, dois tempos e metade de um tempo, longe da presença da serpente. Esta lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que fosse arrebatada pela correnteza. Porém, a terra ajudou a mulher, abrindo a sua boca e engoliu o rio que o dragão tinha vomitado da sua goela. O dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra aos outros seus filhos, que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo. E ele (o Demônio) deixou-se estar sobre a areia do mar. (Apoc 12, 13 - 18)

________________
Para nós cristãos, não seria tempo de refletir no papel importantíssimo desempenhado por Maria, no plano da Salvação? Seríamos capazes de nos entregar a divertimentos profanos à beira da praia, nesta época do ano? Quem nos garante que a figura de Iemanjá não é a do Demônio, que "deixa-se estar sobre a areia do mar" após a luta travada com Nossa Senhora no final dos tempos?
A grande ira do Maligno é esta mesmo! Como não possui mãe, parece ter criado outra que, tentando passar-se por Nossa Senhora, busca seduzir e confundir os homens. Tudo na mais astuta sutileza, simplicidade; o convite para "brincar na praia", seja por superstição, devoção ou somente por farra, pode acarretar em conseqüência irremediável: A perdição eterna!
Quem é católico praticante ou procura encontrar a verdade, ouve os ensinamentos da Igreja e não se deixa seduzir por cultos ou crendices que podem comprometer a salvação da alma. Renovemos hoje o nosso amor e devoção a Maria Santíssima. Reparemos, porém, uma coisa: A devoção à Santíssima Virgem requer antes de tudo a imitação das virtudes da Mãe de Deus. Pouco adianta dizer-se devoto de Maria Santíssima quando no coração reina o espírito mundano, a vaidade, o orgulho, a impureza. O verdadeiro devoto de Maria Santíssima ama o que Ela ama: Deus e a virtude; e odeia o que Ela odeia: O pecado e tudo o que a ele conduz.
“Ó Maria concebida, sem pecado. Rogai por nós, que recorremos a vós.”
* * * * * * * * *
Oração à Nossa Senhora dos Navegantes
Ó Nossa Senhora dos Navegantes, Santíssima Filha de Deus, criador do céu, da terra, dos rios, lagos e mares; protegei-me em todas as minhas viagens.
Que ventos, tempestades, borrascas, raios e ressacas não pertubem a minha embarcação e que nenhuma criatura nem incidentes imprevistos causem alteração e atraso na minha viagem ou me desviem da rota traçada.
Virgem Maria, Senhora dos Navegantes, minha vida é a travessia de um mar furioso. As tentações, os fracassos e as desilusões são ondas impetuosas que ameaçam afundar minha frágil embarcação no abismo do desânimo e do desespero.
Nossa Senhora dos Navegantes, nas horas de perigo eu penso em vós e o medo desaparece; o ânimo e a disposição de lutar e de vencer torna a me fortalecer. Com a vossa proteção e a bênção de vosso Filho, a embarcação da minha vida há de ancorar segura e tranqüila no porto da eternidade. Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós.
* * * * * * * * *
Ir para a Página Oriente
Títulos de Nossa Senhora
Títulos de Nossa Senhora

Nossa Senhora das Mercês 23/09



Nossa Senhora das Mercês
- Ir para os Títulos de Nossa Senhora
Com. litúrgica: 23 de setembro.
Também nesta data: Santa Tecla de Icônio e São Lino, Papa , Santa Helena de Bolonha e e São Pio Pietrelcina
Visite o Site da Ordem Mercedária no Brasil - em www.mercedarios.org.br



A Ordem religiosa de Nossa Senhora das Mercês, foi fundada por São Pedro Nolasco e São Raimundo de Penaforte em 1223 por ocasião da libertação dos escravos cristãos, tendo generalizado-se sua festa na Igreja em 1696.
Foi no dia primeiro de agosto de 1223 que São Pedro Nolasco foi agraciado com uma aparição de Nossa Senhora, a qual lhe indicou os meios para libertar os cristãos das mãos dos mouros. A França, na época, era palco de graves desordens devido aos abusos dos albigenses, que infestavam todo o sul do país. Achava-se Pedro associado ao conde Simão de Monfort, comandante do exército católico e com ele lhe chegou à Espanha, onde lhe foi confiada a educação do príncipe Jaime de Aragão. Investiu toda a sua fortuna e arrecadou somas avultadas com pessoas caridosas , a fim de resgatar cristãos escravos que tiveram a infelicidade de cair em poder dos muçulmanos.
Maria Santíssima, mostrando grande satisfação pelo bem que fizera aos cristãos, deu-lhe a ordem de fundar uma congregação como fim determinado da Redenção dos cativos. Pedro comunicou tal fato a São Raimundo de Penaforte, seu confessor e ao rei Jaime, e grande surpresa teve, quando deles soube, que ambos, na mesma noite, haviam tido a mesma aparição. Organizaram, então, as constituições da regra da nova Ordem, que teve gratíssimo acolhimento do povo e dos nobres. Já em 1235, a nova regra obteve aprovação da Santa Sé.
. * * * * * * * * *
Ir para a Página Oriente
Ir para o site da Ordem Mercedária no Brasil - www.mercedarios.org.br
Títulos de Nossa Senhora
* Referências bibliográficas:
- Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas Gerais, 1959.

Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças 31/05



Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças
- Ir para os Títulos de Nossa Senhora
Comemoração litúrgica - 31 de maio. Também nesta data: Santos Câncio, Pascásio e Petronila de Roma



Conta hoje vinte e um séculos a História Mariana. E ao lançarmos um olhar retrospectivo sobre este grande lapso de tempo, vemos em grandiosos quadros como a história dos povos gravita em torno da profecia da humilde Virgem.
Calvário, Efeso, Rosário, Lepanto, Pio VII, Aparecida, Dogma da Imaculada, Guadalupe, Lourdes, Fátima, e tantos outros títulos que lembram um passado de fatos e vitórias das quais depende a sorte da humanidade inteira.
Mas os triunfos da humilde Virgem não terminaram. Enquanto houver gerações sobre a terra, de continente a continente, de país a país, de cidade a cidade, de povoação a povoação, pelo futuro além, ressoarão os hinos da vitória da Grande Mãe de Deus.
Ainda chegam até nós os hinos de júbilo do magno dia 08 de dezembro de 1854 e da solene definição dogmática da Assunção e Mediação Universal da Virgem Senhora!
A doutrina de Mediação universal de Maria Santíssima compreende duas partes: A Co-redenção ou a associação da Virgem Senhora à Redenção do gênero humano, e a mediação ou intercessão necessária para obtermos qualquer graça de Deus.
Que a Virgem Senhora tenha sido associada à Redenção do gênero humano, não cabe a menor dúvida. O padre José Bover, S. J. (membro da então comissão pontifícia de estudos preparatórios para a dogmatização) alega para provar esta verdade, inúmeros testemunhos dos Santos Padres, doutores, pontífices, bispos, teólogos, exegetas e da sagração da liturgia. Eis o que diz no seu livro “A Mediação Universal de Maria”:
Pelo que toca à tradição dos Santos Padres, são inúmeros os seus testemunhos. Santo Irineu, o padre por excelência da tradição cristã, escrevia: “O gênero humano, sujeito à morte por uma virgem, foi salvo por outra Virgem”.
Santo Efren fala inúmeras vezes da parte que Maria teve na Redenção dos homens. Diz, por exemplo: “Eva contraiu o pecado; à Santíssima virgem ficou reservado pagar a dívida de sua mãe e rasgar a escritura de condenação que oprimia todas as gerações”. E não duvida de chamar a Maria “redenção dos nossos pecados – preço do resgate dos cativos – paga dos nossos delitos”.
Na idade média encontramos uma série de teólogos que falam explicitamente da co-redenção da Virgem Senhora. Arnaldo diz que no Calvário “havia dois altares: Um no coração de Maria, outro no coração do corpo de Cristo. Cristo imolava sua carne, e Maria sua alma. Santo Alberto Magno assim se expressa: “Companheira na Paixão, Maria tornou-se cooperadora na Redenção”.
“Deus, querendo resgatar o gênero humano, depôs o preço do resgate nas mãos de Maria”, afirma são Bernardo. Santo Antônio ajunta que Maria foi dada a seu Filho como cooperadora na redenção mediante a sua participação suma na Paixão.
Jesus Cristo, para honrar sua mãe, determinou que todas as graças que Ele nos mereceu, não fossem comunicadas aos homens, senão por meio d’Ela. Junto da cruz constituiu-a nossa Mãe para que dispensasse seus maternais desvelos para com todos os viventes. Este Decreto Divino, porém, não exclui a invocação de intercessão de Santos; mas se por meio deles obtemos favores, não é sem a Mediação da Virgem Senhora. É Mãe e, por isso não é sempre necessário recorrer a Ela para se alcançarem graças. Vela por todos, mesmo não sendo invocada.
O domínio da Mediação de Maria SS. Se estende sobre todas as graças conquistadas por Jesus Cristo. Depende diretamente de uma Mediação tudo quanto é objeto imediato da prece precatória, como são os auxílios de que carecemos para atingir nosso fim último, auxílios internos e externos, naturais e sobrenaturais, principalmente as graças atuais.
Indiretamente depende a graça santificante, tanto sua primeira infusão como o seu aumento. Indiretamente, pois, a graça santificante e seu aumento são frutos das boas obras e dos sacramentos. Mas tudo para a boa obra como para a digna recepção dos santos sacramentos, precisamos de inúmeras graças atuais e estas nô-las obtém a intenção de que em nós aumente a graça santificante.
Este ofício de Medianeira de todas as graças, a Virgem Senhora o está exercendo desde a sua gloriosa Assunção.
Para provar esta segunda parte não há mister de muitos textos. A começar de Santo Efrem até Pio XII, todos são unânimes em aclamar a grande Mãe de Deus.
* * * * * * * * *
Ir para a Página Oriente
Títulos de Nossa Senhora
* Referências bibliográficas:
- Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas Gerais, 1959.

Nossa Senhora da Guia



Nossa Senhora da Guia
- Ir para os Títulos de Nossa Senhora
Comemoração litúrgica: Mês de janeiro - 2º Domingo após a Epifania do Senhor




Sob o aspecto histórico o título de Nossa Senhora da Guia tem sua origem na Igreja Ortodoxa, onde a Santíssima Virgem é invocada sob o nome “Odigitria”, que significa “Condutora”, “Guia” de Jesus desde a infância até o início de sua vida pública, conseqüentemente invocada como guia e protetora do povo de Deus.
São diversos os locais onde Nossa Senhora da Guia passou a ser venerada. Via de regra, a Virgem Maria encontra-se sentada, segurando o Menino Jesus como que o amparando, mas diversos outros ícones da Virgem da Guia variam conforme a localidade e os costumes. Representações mais recentes apresentam Maria a meio corpo, vestida com uma túnica branca e um manto azul. Sobre a cabeça um véu branco e as mão unidas em oração. Há outras representações que variam, algumas delas apresentam-na com uma estrela em uma das mãos simbolizando a Estrela Guia, que conduziu os Reis Magos até a manjedoura onde encontrava-se o Menino Jesus.
No Brasil sua difusão deve-se aos portugueses, que trouxeram a devoção de Portugal, onde a festa comemora-se junto com Nosso Senhor do Bonfim. Por este motivo, no ano de 1745, um Capitão da Marinha Real aportou na cidade de São Salvador, Bahia, trazendo em seu navio tanto a imagem de Nossa Senhora da Guia quando a de Nosso Senhor Jesus do Bonfim, as quais foram transportadas até a Igreja de Nossa Senhora da Penha, situada na localidade de Itabagipe.
Católico devoto, decidiu difundir no Brasil a devoção enraizada em Portugal e passou a aventar a idéia de construir um novo templo dedicado ao Senhor do Bonfim e à Virgem da Guia. Suas intenções não tardaram. Inicialmente conseguiu liderar um grupo de fiéis para fundar a Associação de Devoção do Senhor do Bonfim, cuja meta era difundir os dois cultos, bem como levantar verbas para concretizar a construção da igreja.
De fato, as suas intenções floresceram rapidamente, de forma que em seguida iniciou-se a construção no então Montserrat, hoje Alto do Bonfim. Finalmente, no ano de 1754, as duas imagens foram trasladadas numa grande procissão solene, da igreja da Penha para a nova igreja, dedicada a Nosso Senhor do Bonfim.
Houve muitas variações quanto a data comemorativa e, por este motivo, a Associação de Devoção do Senhor do Bonfim ingressou com pedido no Vaticano para estabelecimento da data, tendo o Papa Pio VII definido que a comemoração deveria ser feita no segundo domingo após a Epifania do Senhor. Assim, a celebração é sempre comemorada no mês de janeiro, mas não possui dia fixo, por acompanhar o calendário das festas móveis da Igreja.

ORAÇÕES A NOSSA SENHORA DA GUIA
Ó Maria Santíssima, eu vos louvo e bendigo, porque aceitastes gerar em vosso seio puríssimo, por obra do Espírito Santo, Jesus, o filho de Deus, Salvador do mundo, tornando-vos a Mãe e a primeira discípula daquele que veio para ser a luz de todos os povos, o Caminho, a Verdade e a Vida.
Vós que levastes Jesus, ainda em vosso seio, para santificar João Batista no seio de sua mãe Isabel; vós, que protegestes o Menino Jesus, em seu nascimento, o amamentastes e lhe ensinastes os primeiros passos. Protegei as criancinhas e guiai todas as mães, para que elas ensinem seus filhos a amar e seguir Jesus.
Amém.
OU
Ó Virgem bendita, guiai todos os meus passos, protegei-me em todos os perigos e livrai-me de todo o mal. E, em todas as circunstâncias de minha vida, mostrai-me Jesus, que é o Caminho que me conduz ao Pai, a Verdade que me liberta e a Vida que me salva.
Ó Virgem Santíssima, Nossa Senhora da Guia, abençoai e guiai o nosso Papa Bento XVI, o nosso bispo (nome), todo o clero e todo o povo de Deus. Convertei os pecadores e fazei que todos os homens e mulheres conheçam a Jesus Cristo, nele creiam e nele tenham a salvação.
Amém.
* * * * * * * * *
Ir para a Página Oriente
Títulos de Nossa Senhora

Nossa Senhora de Guadalupe 12/12



Nossa Senhora de Guadalupe
PADROEIRA DA AMÉRICA LATINA - Ir para os Títulos de Nossa Senhora
Com. litúrgica - 12 de dezembro. Também nesta data: São Maxêncio, São Cury e São Vicelino
Veja também a história de São Juan Diego



Em 1531, a Santíssima Virgem, apareceu na Colina Tepejac, México, ao neófito Juan Diego, piedoso e inculto indígena, e comunicou-lhe seu desejo de ele se dirigir ao bispo com o pedido de, naquele local, construir uma igreja. O Bispo, Dom João de Zumárraga prometeu sujeitar o ocorrido a um meticuloso exame, e retardou bastante a resposta definitiva. Pela segunda vez, a Santíssima Virgem apareceu a Juan Diego, renovando, e desta vez com insistência, o seu pedido anteriormente feito. Aflito e entre lágrimas o pobre homem novamente se apresentou ao prelado e suplicou, fosse atendida a insinuação da Mãe de Deus. Exigiu então o bispo que, como prova da veracidade do seu acerto, trouxesse um sinal convincente. Pela terceira vez a Santíssima Virgem se comunicou a Juan Diego, não mais na colina de Tepejac, mas no meio do caminho à Capital, aonde este se dirigia à procura de um sacerdote para ir junto à cabeceira de seu tio, prestes a morrer. Isto foi num inverno e num lugar inóspito e árido. Maria Santíssima assegurou-o do restabelecimento do enfermo. Juan Diego, em atitude de profunda devoção, estendeu aos pés da Santíssima Virgem seu manto, e este, imediatamente se encheu de belíssimas rosas. “É este o sinal - disse-lhe Maria Santíssima - que darei a quem tal pediu. Leva estas rosas ao Sr. Bispo”. A ordem foi cumprida e, no momento em que o piedoso índio espalhou as flores diante do prelado, apareceu sobre o tecido do manto, uma linda pintura de Nossa Senhora, reprodução fiel da primeira aparição na colina de Tepejac. O fato causou grande estupefação, e às centenas acorreram os fiéis ao palácio episcopal, e mais tarde em triunfo levada à grandiosa igreja que se construiu na colina indicada pela Santíssima Virgem.
Desde então, Guadalupe é o grande santuário nacional do México, visitado continuamente pelas multidões de fiéis, que a Maria Santíssima recorrem em todas as suas necessidades. A devoção a Nossa Senhora de Guadalupe se estendeu sobre toda a América Latina, e numerosas são as igrejas que trazem o seu nome.
A partir daí, a evangelização do México tornou-se avassaladora, sendo destruídos os últimos resquícios da bárbara superstição dos astecas, que escravizavam outros povos e sacrificavam seus próprios filhos em rituais sangrentos.
O manto de Juan Diego é ainda hoje venerado no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe. Em 1979 o Papa João Paulo II consagrou solenemente a Nossa Senhora de Guadalupe para toda a América Latina. A santa é muito invocada entre aqueles que sofrem doenças nos olhos.

PESQUISAS CIENTÍFICAS
Os olhos da Virgem de Guadalupe - 12/10/2001
A tecnologia vem sendo usada para desvendar um intrigante fenômeno: os misteriosos olhos da imagem da Virgem de Guadalupe. Em janeiro de 2001, o engenheiro peruano Jos Aste Tonsmann, do Centro Mexicano de Estudos Guadalupenhos, revelou o resultado de sua pesquisa de 20 anos sobre a imagem gravada na tilma de Juan Diego. Os olhos da imagem, ampliados 2 500 vezes, "mostram o reflexo de umas 13 pessoas", precisamente como aconteceria com olhos verdadeiros que estivessem refletindo uma cena. Tonsmann acredita que a pequena área da pupila retrata a cena de 9 de dezembro de 1531, quando Juan Diego mostrou sua tilma ao bispo Juan de Zumrraga. O próprio Diego estaria entre o grupo.
A imagem de várias figuras humanas que parecem constituir uma família (incluindo várias crianças e um bebê levado nas costas por sua mãe, como se acostumava no século XVI), aparecem no centro da pupila da Virgem.


O engenheiro está convicto de que "a imagem não foi pintada por mãos humanas". Em 1979, Philip Callahan e Jody B. Smith, dos EUA, estudaram a gravação com raios infravermelhos e não encontraram nenhum vestígio de tinta ou de tratamentos químicos no tecido. Richard Kuhn, ganhador do Prêmio Nobel de Química, descobriu que a imagem não tem corantes vegetais, animais ou minerais. Como não existiam corantes sintéticos na época, a imagem se tornou um grande mistério científico. O mais curioso é que as cores conservam seu brilho, a despeito da passagem dos séculos. As cores mudam ligeiramente de tonalidade conforme o ângulo de visão do observador. Tonsmann diz que as fibras de ayate, usadas pelos índios, se deterioram após duas décadas. A tilma e sua imagem permanecem intactos por quase 470 anos. Ele acredita que se trata de um milagre que contém uma mensagem para o mundo moderno. Sobre a família reunida no centro das pupilas o engenheiro sugere que pode ser uma sutil recomendação para que o valor da família, tão ignorado, seja resgatado em nossos dias.
Já em 1666 o manto foi submetido ao estudo uma comissão de sete pintores famosos da época, chegava a conclusão de que a imagem da Jovem Rainha asteca não podia ser uma pintura feita pelo homem. As cores e luminosidade do rosto, das mãos, da túnica e do manto modificam-se e provocam efeitos de refração da luz, como acontece nas penas de certos pássaros e nas asas de algumas borboletas. Coisa impossível de se reproduzir, humanamente falando, e com as técnicas e produtos existentes.
Além destes, em 1751 e em anos posteriores, vários pintores a pesquisaram e concluíram: Não é pintura; o tecido (fibra vegetal de cacto) não suportaria pintura; não existe esboço; não existe marca alguma de pincel ou outro instrumento usado para pintura.
Em 1929, um pesquisador fotografou os olhos da imagem Tequatlaxopeuh e notou uma imagem, do que parecia um homem de barba, refletida. Uma comissão foi nomeada para pesquisar o fato. Com uma ampliação de 10 vezes era apenas perceptível, mas com 25 vezes ou mais, era muito clara. A imagem de Nossa Senhora de Guadalupe iria espantar o mundo, e causar muitas controvérsias entre os mais famosos oftalmologistas do mundo.
Para constar, descobriu-se o efeito chamado de Purkinje-Sanson (nome dos cientistas que, no final do século XIX, descobriram esta característica do olho humano), que é a formação da tripla imagem, no olho da imagem de Guadalupe. Diversas outras pesquisas foram, e ainda estão sendo realizadas pela ciência com auxílio dos mais modernos equipamentos.
CONCLUSÃO
O culto a Nossa Senhora de Guadalupe deu-se rapidamente, muito contribuindo para a difusão da fé, primeiramente entre os indígenas e posteriormente sendo difundida entre o mundo inteiro, em especial na América Latina, onde foi proclamada padroeira. Após a construção sucessiva de três templos ao pé do cerro de Tepejac, edificou-se o atual, concluído em 1709 e elevado à categoria de Basílica por São Pio X, em 1904.
Em 1704 o Papa Bento XIV confirmou o patrocínio da Virgem de Guadalupe sobre toda a Nova Espanha (do Arizona à costa Rica) e concedeu a primeira Missa e Ofício próprios. Porto rico proclamou-a Padroeira em 1758. Em 12 de outubro de 1892 houve coração pontifícia da imagem, concedida por Leão XIII, que no ano interior aprovara um novo Ofício próprio.
Em 1910 São Pio X proclamou-a Padroeira da América Latina; em 1935 Pio XI designou-a Padroeia das Ilhas Filipinas e, em 1945, Pio XII deu-lhe o título de "Imperatriz da América".
O Papa João Paulo 2º, em 30/07/2002 canonizou, na Basílica de Guadalupe, na Cidade do México, Juan Diego, primeiro índio da América a se converter em santo, em uma cerimônia presenciada por milhares de indígenas. Uma música interpretada por indígenas usando trajes pré-hispânicos inaugurou as palavras do Papa. "Declaramos e definimos como santo o beato Juan Diego", disse o papa, ao som de 10 mil maracas pré-hispânicas agitadas pelos que acompanhavam a missa.
A veneração da Virgem de Guadalupe, solícita a prestar auxílio e proteção em todas as tribulações, desperta no povo grande confiança filial; constitui, além disso, um estímulo à prática da caridade cristã, ao demonstrar a predileção de Maria pelos humildes e necessitados, bem como sua disposição em assití-los.
Oração à Nossa Senhora do Guadalupe (Pelo Papa João Paulo II)
Oh, Virgem Imaculada, Mãe do verdadeiro Deus e Mãe da Igreja! Tu, que desse lugar manifestas tua clemência e tua compaixão a todos que solicitam teu amparo; escuta a oração que com filial confiança te dirigimos e a apresente a teu Filho Jesus, nosso único Redentor. Mãe de Misericórdia, Mestra do sacrifício escondido e silencioso, a ti, que vens ao encontro de nós pecadores, te consagramos neste dia todo nosso ser e todo nosso amor. Consagramos-te também nossa vida, nossos trabalhos, nossas alegrias, nossas enfermidades e nossas dores. Concede a paz, a justiça e a prosperidade a nossos povos. Tudo o que temos e somos colocamos sob teus cuidados, Senhora e Mãe nossa. Queremos ser totalmente teus e percorrer contigo o caminho de plena fidelidade a Jesus Cristo em sua Igreja. Não nos soltes de tua mão amorosa. Virgem de Guadalupe, Mãe das Américas, te pedimos por todos os bispos, para que conduzam os fiéis por caminhos de intensa vida cristã, de amor e de humilde serviço a Deus e às almas. Contempla esta imensa messe, e intercede para que o Senhor infunda fome de santidade em todo o Povo de Deus, e envie abundantes vocações sacerdotais e religiosas, fortes na fé e zelosos dispensadoras dos mistérios de Deus. Concede aos nossos lares a graça de amar e respeitar a vida que começa, com o mesmo amor com que concebeste em teu seio a vida do Filho de Deus. Virgem Santa Maria, Mãe do Formoso Amor, protege nossas famílias, para que estejam sempre muito unidas, e abençoe a educação de nossos filhos. Esperança nossa, lança-nos um olhar compassivo ensina-nos a procurar continuamente a Jesus e, se cairmos, ajuda-nos a nos levantar, a nos voltarmos a Ele, mediante a confissão de nossas culpas e pecados no sacramento da Penitência, que traz serenidade à nossa alma. Nós te suplicamos para que nos concedas um grande amor a todos os santos Sacramentos, que são as pegadas de teu Filho na terra. Assim, Mãe Santíssima, com a paz de Deus na consciência, com nossos corações livres do mal e do ódio poderemos levar a todos a verdadeira alegria e a verdadeira paz, que vem de teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, que com Deus Pai e com o Espírito Santo vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.
Sua Santidade João Paulo II - México, janeiro de 1979.
Ir para a Página Oriente
Títulos de Nossa Senhora
* * * * * * * * *
* Referências bibliográficas:
- Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas Gerais, 1959.
- Oração das horas - Vozes, Paulinas, Paulus, Ave-Maria, 1996 - Tradução para o Brasil da Edição Típica.
* Algumas fontes de pesquisa:
- http://www.terravista.pt/ilhadomel/1243/guadalupe.htm
- http://www.nsauxiliadora.org.br/santos/nsdeguadalupe.htm)
- http://www.enigmas.hpg.ig.com.br/htm/passado121001.htm

Nossa Senhora de Lourdes 11/02



Nossa Senhora de Lourdes
- Ir para os Títulos de Nossa Senhora
Comemoração litúrgica - 11 de fevereiro. Também nesta data: Santos Pascoal I e Lúcio
- Indulgência plenária aos peregrinos em Lourdes de 08/12/2007 a 08/12/2008 - Saiba mais ...


Lourdes é uma cidade situada no Sudeste da França, pertencente à diocese de Tarbes; dos santuários marianos, um dos mais freqüentados.
Segundo as declarações de Bernadete Soubirous, menina de 14 anos, filha de pobre moleiro do lugar, teve ela na gruta de Massabielle 18 aparições de Nossa Senhora, das quais a primeira foi em 11 de fevereiro de 1858 e a última em 16 de julho do mesmo ano. Na terceira aparição, em 16 de fevereiro, Maria Santíssima ordenou-lhe que, durante uma quinzena, viesse à gruta diariamente; em 25 do mesmo mês recebeu a ordem de beber água e de se lavar na fonte, que não existia, mas que imediatamente brotou, a princípio muito fraca, avolumando-se continuamente, até fornecer, como hoje fornece: 122.000 litros por dia.
Em repetidas aparições a Santíssima Virgem insistiu na necessidade de penitência e da oração pelos pecadores. Manifestou seu desejo de no lugar ver erguida uma igreja, a qual fosse visitada por procissões dos fiéis católicos. Em 25 de março, perguntada por Bernadete, quem era, a dama de aparência sobrenatural respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição". A fama das aparições, das curas, de todo extraordinárias, verificadas na gruta, os favores obtidos por meio de orações dirigidas a Maria Santíssima encheu toda a França e se estendeu aos países vizinhos.
O Bispo de Tarbes, em 28 de julho de 1858, nomeou uma Comissão que, durante 3 anos, examinou minuciosamente todos os fenômenos observados na gruta de Massabielle. Esta mesma comissão sujeitou Bernadete a rigorosas interrogações; estudou escrupulosamente todos os casos que havia de curas maravilhosas, de que se dizia, terem se dado em Lourdes. Os próprios médicos dos doentes favorecidos eram convidados para fazer as suas observações profissionais e se externar a respeito do restabelecimento, dito miraculoso pelos clientes.
No seu relatório, publicado em janeiro de 1882 Monsenhor Laurence, Bispo de Tarbes, reconheceu o caráter sobrenatural das aparições e autorizou o culto público da SS. Virgem na gruta de Massabielle. Aos 04 de abril de 1864 foi colocada na gruta uma estátua da Imaculada Conceição e em 02 de julho de 1876 sagrou-se a igreja construída no lugar indicado por Nossa Senhora. À mesma igreja o Papa Pio IX concedeu o título de Basílica, a qual enriqueceu muitos privilégios.
Mais tarde, em 1886, começaram as obras da grandiosa Igreja do Rosário, que apresenta uma vasta rotunda com cúpula de 15 capelas. Cinco anos se trabalhou na construção deste santuário que, em 1910, foi sagrado e inaugurado.
Em 1891 foi estabelecida e autorizada a festa da Aparição da Imaculada Conceição na província eclesiástica de Auch, de que a diocese de Tarbes é sufragânea.
Em 13 de novembro de 1907 foi ela estendida à toda Igreja. Desde então começaram a afluir a Lourdes as procissões não só de todas as regiões da França, mas também da Bélgica, da Holanda, da Alemanha, enfim de todos os países da Europa e de todo o mundo. Já em 1903 chegaram a Lourdes as procissões não só de todas as regiões da França, mas também da Bélgica, da Holanda, da Alemanha, enfim de todos os países da Europa e de todo o mundo. Neste mesmo ano chegaram a Lourdes 4.271 comboios, dos quais 292 do estrangeiro, trazendo 3.817.000 romeiros. A afluência dos devotos, longe de no correr dos anos diminuir, aumentou continuamente. Contam as centenas de milhares, quiçá a milhões de pessoas que em Lourdes encontraram a paz da sua alma, alívio em seus sofrimentos corporais, espirituais, cura dos seus males.
Embora a Igreja Católica não obrigue a ninguém a dar crédito à realidade das aparições e ao caráter sobrenatural das mesmas, racionalmente elas não podem ser postas em dúvida. Bernadete era uma menina simples do povo. Vestígios de histeria, de mania ou suscetibilidade religiosa nela não existiam. As suas declarações sempre ela as fez sem titubeação alguma e nunca se emaranhou em contradições. No leito da morte (12-12-1878) confirmou tudo coma mesma simplicidade e firmeza. Em seus relatos fala de coisas que ela mesma não compreendia, por exemplo: "Eu sou a Imaculada Conceição" (ou como ouviu Nossa Senhora textualmente falar: "Que Soy era Immaculada Concepciou"). Predisse uma série de aparições; insistia na existência de uma fonte oculta, que depois de fato apareceu. As autoridades eclesiásticas acompanharam tudo com muita atenção e máxima reserva. As curas milagrosas estão sob o controle de uma comissão de médicos, acessível a todos os facultativos sem distinção de credos ou mentalidades.
Esta comissão se ocupa detidamente a cada caso de cura milagrosa, e devem os doentes se sujeitar a um exame médico anterior, logo depois de sua chegada em Lourdes, e depois da cura que julgarem ter experimentado. Desde 1858 até 1904 a comissão oficial de médicos constatara a autenticidade de 3.353 curas, que se subtraíram à explicação natural e científica. Daquela data até hoje as curas milagrosas observadas em Lourdes se tornaram inumeráveis. A água da fonte que os doentes bebem e em que tomam banho de imersão, quimicamente analisada, que foi, não acusou existência de nenhuma substância mineral curativa. Sabe-se quanta influência a sugestão pode influir sobre certas doenças nervosas; mas quando se trata de cancro, de tuberculose, de cegueira ou fratura de ossos, a sugestão não pode ser tomada em consideração como fator restaurador da saúde.
Bernadete, em 1865 se fez religiosa da Congregação das irmãs de Caridade e do Ensino Cristão. Entrou no Convento de Nevers, onde professou votos em 22 de setembro de 1878. Muito sofreu, mas o meio dos sofrimentos físicos e morais, conservou sempre a simplicidade, a mansidão e a humildade, virtudes que sempre a caracterizavam. Faleceu no Convento de Nevers aos 16 de abril de 1879.
O Papa Pio XI em 14 de julho de 1925, inseriu o nome da Irmã Maria Bernarda no catálogo dos Bem-aventurados e canonizou-a em 02 de julho de 1933.
* * * * * * * * *
Ir para Página Oriente
Referência bibliográfica: Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas Gerais, 1959.